Arquivo da Categoria: Papo Cabeça

Meu, tu não sabe o que aconteceu…

Caraca, eu sei mas ainda não acredito. Por várias vezes simplesmente me peguei congelado, pensando na morte do Chorão.

Pensando na época em que eu ouvia “Tributo ao frango da Malásia” e achava no mínimo engraçado o fato daquilo estar ali no CD.

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Em 1999, estávamos em Santos. Minha família toda. Atravessando para Vicente de Carvalho na barquinha, e sempre olhando para a direita (na ida). Lá estava um navio parado, que não sei o motivo, mas implicávamos com  ele.  Sempre fazíamos questão de ler o nome “Marvi Salvador“. Tempos depois,a banda lançaria o clipe “Não deixe o Mar te engolir“, e lá estava ele… Marvi Salvador. Foi o bastante para que crianças fãs da banda se sentissem orgulhosas, dizendo “eu vi esse navio” sempre que o clipe passava no “Clipe mania“, na Bandeirantes.Bons tempos.

E ainda pensando nas músicas antigas, ainda me lembro bem daquela quinta-feira que fiquei internado. Na sexta haveria um show deles. Tudo bem que eu estava no hospital, mas ainda existia aquela esperança remota de assistir, mesmo sem ter ingresso ainda. Seria a primeira vez deles no Vale do Ribeira, tocando em Registo.

Mas como eu disse: “Haveria”. Eles alegaram falta de segurança. Acho que até hoje o organizador devolve os centavos pra quem comprou o ingresso. Pouco tempo depois, a banda anunciaria a separação. Chorão,Champignon, Marcão e Pelado não estavam mais juntos (a essas alturas,Thiago já era “old”)

Senti muita raiva por ter separado. Como eu odiei a banda por isso.

Foi só uma “revolta de verão” (tipo “amor de verão”, só que ao contrário).

Logo a banda retomou as atividades.Logo mesmo. No dia seguinte já anunciaram a nova formação. Chorão, Heitor, Pinguim, e Thiago (que voltaria).

A frase “Charlie Brown não acaba, evolui” entrou na minha cabeça de uma forma convincente. Simplesmente,voltei a ser o maior defensor da banda.

Não só entrei em todas as comunidades com esse nome, mas pude, finalmente ir em shows:

Iguape - O show mais louco que já fui. Com meu camarada Josemar. Eramos jovens, na fase da vida em que a gente só queria se divertir. Pegamos a estrada a noite, mas cedo o bastante pra ficar lá na frente. Colados com o palco. Foi um showzão! A única foto que tenho, é a oficial da banda. Apareço indicado por uma seta azul. (A vermelha é minha irmã.)

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Ilha Comprida - Cidade vizinha, menos de um ano depois. Lá estávamos nós. Eu, novamente Josemar, minha irmã, que assistia com as amigas outra vez. Dessa vez, até minha mãe foi. Olha aê ela cantando (e eu nem sabia que ela conhecia alguma música da banda).

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Continuei minha caminhada como fã, e virando adulto ao mesmo tempo. Foi difícil conciliar.

Mas não impossível. 2007, lá estava eu em mais um show. Dessa vez, na Mythos (saudosa Mythos…)

Foi um show para 2.500 pessoas. Cada um ganhou um CD na entrada.

Novamente, fui registrado com destaque, como mostra a imagem abaixo:

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Mas o tempo é rei, e a vida é uma lição passa, e mudanças acontecem.

Algo inexplicável acontece, e o baterista Pinguim, que eu admirava muito sai da banda. E pronto. Mais um motivo para revolta. Chutei o balde e falei que “essa banda eu não escuto mais“.

Isso durou um tempo… Cerca de uma semana. Até eu ver que o Bruno Graveto, que assumia a bateria era humilde, e tocava bem. E pronto. Voltei a gostar da banda, mas sempre pensando: “Olha, se essa banda mudar mais alguma coisa, vai se fud*r“.

E como sempre, contrariando as minhas expectativas, mudou. Mas dessa vez me agradou.

Não foi uma surpresa, porque dias antes de mudar, eu já sabia que mudaria. Não sabia exatamente o que, mas sabia que algo ia acontecer.

Renato Pelado, ex baterista, falou para um amigo: “Tem um cara que tá pra voltar“.

E aconteceu. Jornais noticiaram “Marcão volta ao Charlie Brown“. Putz, fiquei muito feliz. Não era a banda que eu sonhava em ver, mas já era alguma coisa.

O que me causou espanto, foi o espanto do Pelado. “Ué, o que eu sabia é que o Champs é quem tava pra voltar, e não o Marcão“.

Falei comigo mesmo (e com amigos do Twitter) que achava impossível. O Heitor tava se dando muito bem no baixo. Não fazia sentido a troca. E, daria para tocar com dois baixos?

Alguns meses depois: “Heitor Gomes vai para a banda CPM22. Champignon está de volta“. Foi uma mistura de sentimentos muito louca. Mas eu comemorei muito.

Finalmente a banda estava voltando. Faltava só o Pelado. Não que eu quisesse a saída do Graveto (cara,  te considero pra caramba), mas nessa altura do campeonato, eu acreditava no milagre.

Milagre“. Justamente essa foi a desculpa que o Pelado deu para não voltar. Abraçou a igreja, e hoje toca em uma banda de lá. Disse que foi um milagre, e não voltaria porque a igreja salvou sua vida.

Mas se ele estava feliz, melhor assim.

“Charlie Brown Jr. grava novo DVD em Santos” – “Bora Mar?” – Perguntou minha irmã.

- “Claro!”.

E fomos. Minha irmã, minha namorada, e eu.

Como de costume, chegamos cedo, para pegar um bom lugar. Esperamos fora, por muitas horas. Entramos e esperamos dentro por outras tantas horas.

Realmente pensei em desistir daquela espera, até que lá para as 4 da manhã, um “Salve, salve Santos!” era o indicador famoso de que o show começaria.

E caramba! O Show e gravação do retorno, na verdade, seria a despedida. Que show! Saí MUITO SATISFEITO daquele show.

Mais uma vez, sem muitas fotos. Mas dessa vez: “Mãe, aparecemos no DVD. Os três.”

Aqui estão minha irmã (seta vermelha) – Eternamente agradecida a um desconhecido.

Minha namorada (seta amarela) – E eu abaixo,não visivel nessa imagem,mas em outras.

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Parece que a banda tem outras músicas já gravadas. Então, ainda teremos “novidades póstumas”.

Mas o que eu sempre gostei no Charlie Brown foi o fato de cada música encaixar com algo na minha vida.

Desde “Tudo pro alto”, que me faz lembrar de mim mesmo, até as novas.

A história da banda até hoje, parece realmente “escrita para ter um grande final”.

Chorão… O primeiro ídolo que pude ver. Chegar perto,e perder. Acho que sentiria algo assim pelo Renato Russo, senão fosse tão novo.

O filme fala sobre um a banda. Formada por pessoas de infância sofrida, que se conhecem de formas inusitadas.

Tem o que  começa a cantar do nada quando o vocalista oficial sai. Tem o que precisa de autorização dos pais pra tocar. E tem o que toma banho pelado nas fontes de Santos. 

A banda surge, discute e separa. Continua com outra formação, e quando menos se espera, voltam em paz.

Pode ser que só para se despedir de forma digna.

É o roteiro que os fãs não gostariam de ver o Chorão escrevendo.

Lidei com coisas que eu jamais entenderei. Ah se eu pudesse estar em paz, me livrar do pesadelo de vê-lo nesse estado, e não poder ajudá-lo irmão.

Obrigado por marcar minha vida e meu namoro.

Para quem nunca escondeu que “veio pra vadiar“, você já trabalhou muito.

Eu gostaria que ficasse mais um pouco, mas vai lá… Descanse em paz, Chorão.

PENSAMENTOS [2]

escrevisaicorrendo

 

Inspirando frequentadores de banheiros desde 1882.

CONFORME ANTECIPEI: ZECA CAMARGO + RAÍ = MUITO AMOR, GENTE

A data era 23 de abril de 2010.

O post era esse ::> Escala geológica <::

E no último dia 16, meus caros e minhas caras, a jornalista Fabíola Reipert postou a seguinte matéria:

Decisão da Globo deixa Zeca Camargo e Raí em situação constrangedora…

Não se fala em outra coisa na Globo!!!

Depois que a emissora proibiu os programas da casa de associar os nomes de Zeca Camargo e Raí, os dois têm passado por várias saias justas.

Fica todo mundo perguntando qual seria o motivo disso tudo…

Zeca é o que mais está irritado com o assunto.

O que será que eles têm para esconder, hein? E o que têm em comum?

E pensar que essa história toda começou aqui no blog…

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